letras

RIO DE JANEIRO

Copo de bar
Nada disso aqui vai mudar
Onda do mar'
Maior temperatura subiu quando
você caiu na minha mão, no meu cordão
Meu coração se abriu...

Rio de Janeiro

Pra começar, você já não pode negar
o sorriso inteiro, fevereiro, Brasil
O que você não viu na minha mão, no meu cordão
Meu coração se abriu...

Rio de Janeiro

Dobro as esquinas
Uma estrela no ar
Não sei teu nome mas te chamo
Espero a sorte
Um dia eu quero voltar pro Rio

MENTE AO MEU CORACAO


Mente ao meu coração
Que cansado de sofrer
Só deseja adormecer
Na palma da tua mão
Conta ao meu coração
Estória das crianças
Para que ele reviva
As velhas esperanças

Mente ao meu coração
Mentiras cor-de-rosa
Que as mentiras de amor
Não deixam cicatrizes
E tu és a mentira mais gostosa
De todas as mentiras que tu dizes
Conta ao meu coração
Estória das crianças
Para que ele reviva
As velhas esperanças
Mente ao meu coração
Mentiras cor-de-rosa
Que as mentiras de amor
Não deixam cicatrizes
E tu és a mentira mais gostosa
De todas as mentiras que tu dizes

*


Geen dag is hetzelfde en iedere ochtend heeft zijn eigen bijzondere wonder, zijn magisch moment

waarin oude universums vernietigd en nieuwe sterren geschapen worden.

O BARQUINHO

Dia de luz festa de sol
E um barquinho a deslizar
No macio azul do mar
Tudo é verão e o amor se faz
Num barquinho pelo mar
Que desliza sem parar...
Sem intenção,nossa canção
Vai saindo desse mar
E o sol
Beija o barco e luz
Dias tão azuis!
Volta do mar desmaia o sol
E o barquinho a deslizar
E a vontade de cantar!
Céu tão azul ilhas do sul
E o barquinho,coração
Deslizando na canção
Tudo isso é paz tudo isso traz
Uma calma de verão e então
O barquinho vai
A tardinha cai
O barquinho vai
A tardinha cai...

* Liefde maakt niet gelukkig, heeft nooit gelukkig gemaakt. Integendeel, liefde betekent altijd angst. een slagveld, vele slapeloze nachten, waarin we ons afvragen of we wel juist handelen. De ware liefde bestaat uit angst en pijn.


*Ga risico's aan, het risico van een mislukking, van teleurstelling, deceptie en ontgoocheling, en houd nooit op met de liefde te zoeken. Wie het zoeken niet opgeeft, zal overwinnen.

* ONs lijden wordt veroorzaakt doordat we hopen door anderen bemind te worden op de wijze die wij in gedachten hebben, en niet op de wijze waarop de liefde zich moet manifesteren - vrij, ongetemd, als een kracht die ons leidt en ons verhindert om stil te staan.

RETRATO EM BRANCO E PRETO

Já conheço os passos dessa estrada
Sei que não vai dar em nada
Seus segredos sei de cor
Já conheço as pedras do caminho,
E sei também que ali sozinho,
Eu vou ficar tanto pior
E o que é que eu posso contra o encanto,
Desse amor que eu nego tanto
Evito tanto e que, no entanto,
Volta sempre a enfeitiçar
Com seus mesmos tristes, velhos fatos,
Que num álbum de retratos
Eu teimo em colecionar

Lá vou eu de novo como um tolo,
Procurar o desconsolo,
Que cansei de conhecer
Novos dias tristes, noites claras,
Versos, cartas, minha cara
Ainda volto a lhe escrever
Pra lhe dizer que isso é pecado,
Eu trago o peito tão marcado
De lembranças do passado e você sabe a razão
Vou colecionar mais um soneto,
Outro retrato em branco e preto
A maltratar meu coração


ISTO AQUI

Isto aqui ô ô,
É um pouquinho de Brasil, iá iá
Deste Brasil que canta e é feliz,
Feliz, feliz

É também um pouco de uma raça,
Que não tem medo de fumaça ai, ai,
E não se entrega não

Olha o jeito nas cadeiras que ela sabe dar,
Olha só o remelexo que ela sabe dar
Olha o jeito nas cadeiras que ela sabe dar,
Olha só o remelexo que ela sabe dar

Morena boa que me faz penar,
Poe a sandália de prata,
E vem pro samba sambar.

Morena boa que me faz penar,
Poe a sandália de prata,
E vem pro samba sambar.

* Buiten de liefde bestaat er niets.

De liefde houdt de wereld draaiende en de sterren op hun plaats en aan de hemel.

INUTIL PAISAGEM

Mas pra que?
Pra que tanto céu?
Pra que tanto mar? Pra que?
De que serve esta onda que quebra?
E o vento da tarde? De que serve a tarde?
Inútil paisagem
Pode ser que nao venhas mais;
Que nao venhas nunca mais...
De que servem as flôres que nascem pelos caminhos?
Se meu caminho sozinho é nada...


AQUARELA DO BRASIL I

Brasil, meu Brasil brasileiro
Meu mulato inzoneiro
Vou cantar-te nos meus versos

O Brasil, samba que dá
Bamboleio, que faz gingar
O Brasil do meu amor
Terra de Nosso Senhor
Brasil! Brasil! Pra mim! Pra mim!

Ô, abre a cortina do passado
Tira a mãe preta do cerrado
Bota o rei congo no congado
Brasil! Brasil!

Deixa cantar de novo o trovador
À merencória luz da lua
Toda canção do seu amor
Quero ver essa Dona caminhando
Pelos salões, arrastando
O seu vestido rendado
Brasil! Brasil! Prá mim! Prá mim!


AQUARELA DO BRASIL II
Brasil, terra boa e gostosa
Da morena sestrosa
De olhar indiferente

O Brasil, samba que dá
Para o mundo admirar
O Brasil do meu amor
Terra de Nosso Senhor
Brasil! Brasil! Prá mim! Prá mim!

Esse coqueiro que dá coco
Onde eu amarro a minha rede
Nas noites claras de luar
Ô! Estas fontes murmurantes
Onde eu mato a minha sede
E onde a lua vem brincar

Ô! Esse Brasil lindo e trigueiro
É o meu Brasil brasileiro
Terra de samba e pandeiro
Brasil! Brasil!


* In de scheppping draait het maar om een ding. En deze kern, de essentie van de schepping, heet liefde. De liefde is de kracht die ons opnieuw samenbrengt, om de ervaring die over vele levens en vele oorden in de wereld is verspreid, uit te kristalliseren.

CARINHOSO A-A-B-B-

Meu coração, não sei por quê
Bate feliz quando te vê
E os meus olhos ficam sorrindo
E pelas ruas vão te seguindo
Mas mesmo assim foges de mim

Ah, se tu soubesses
Como sou tão carinhoso
E o muito, muito que te quero
E como é sincero o meu amor
Eu sei que tu não fugirias mais de mim

Vem, vem, vem, vem
Vem sentir o calor dos lábios meus
À procura dos teus
Vem matar esta paixão
Que me devora o coração
E só assim então serei feliz
Bem feliz

SAMBA DO SOHO

SET 2

MEU FADO

Trago um fado no meu canto
Canto a noite até ser dia
Do meu povo trago pranto
No meu canto a Mouraria

Tenho saudades de mim
Do meu amor, mais amado
Eu canto um país sem fim
O mar, a terra, o meu fado
Meu fado, meu fado, meu fado, meu fado

De mim só me falto eu
Senhora da minha vida
Do sonho, digo que é meu
E dou por mim já nascida

Trago um fado no meu canto
Na minh'alma vem guardado
Vem por dentro do meu espanto
A procura do meu fado
Meu fado, meu fado, meu fado, meu fado


* De liefde beweegt de hemel, de sterren, de mensen, de bloemen, de insecten, ze dwingt ons allemaal om over gevaarlijk ijs te lopen en vervult ons van blijdschap en van angst, maar geeft aan alles een zin.

ATE AO VERAO


Deixei

na primavera o cheiro a cravo

rosa e quimera que me encravam na memória que inventei

E andei

como quem espera p'lo fracasso

contra mazela em corpo de aço

nas ruelas do desdém


E a mim

que importa

se é bem ou mal

se me falha a cor da chama a vida toda

é-me igual

Vim

sem volta

queira eu ou não

que me calhe a vida insana e vá sem boda

até ao verão


Deixei

na primavera o som do encanto

risa, promessa e sono santo

já não sei o que é dormir bem

E andei pelas favelas do que eu faço

ora tropeço em erros crassos

ora esqueço onde errei


O FADO MORA EM LISBOA

Passeia, p’lo mundo inteiro
Por gostar da vida boa
Mas não mora no estrangeiro
O fado mora em Lisboa.

Já morou na Mouraria,
Mas depois num sobressalto
Tratou da mudança e um dia
Foi p'ro Bairro Alto.

O fadinho mora sempre, por castigo,
Num bairro antigo, num bairro antigo,
E a seu lado, p'ra falarem à vontade
Mora a saudade, mora a saudade.

Quase em frente, numa casa de pobreza
Vive a tristeza, vive a tristeza,
Tem corrido os velhos bairros sempre à toa
Mas mora em Lisboa, mas mora em Lisboa.

Quando vai cantar lá fora
Tem uma ideia bizarra.
Leva um estribilho que chora
Na voz triste da guitarra.

Canta lá dias a fio
Mas, depois numa ansiedade,
Volta sempre num navio
Chamado Saudade.

O fadinho .....


AMOR AFOITO :

De liefde is een wilde kracht.

Wanneer we haar proberen te beteugelen, vernietigt ze ons.

Wanneer we haar proberen gevangen te nemen, maakt zij ons tot slaaf.

Wanneer we haar proberen te begrijpen, laat ze ons verdwaasd en verward achter.

AMOR AFOITO


Dou-te o meu amor
Se mo souberes pedir, tonto
Não me venhas com truques, pára
Já te conheço bem demais

Dou-te o meu amor
Sem qualquer condição, por ora
Mas terás que provar que vales
Mais que o que já mostraste ser

Se me souberes cuidar
Já sei teu destino
Li ontem a sina
A sorte nos rirá, amor
Se quiseres arriscar
Não temas a vida
Amor, este fogo
Não devemos temer

Dou-te o meu amor
Em troca desse olhar doce
Não resisto e tu tão bem sabes
Tenho raiva de assim ser

Tudo em mim amor
É teu, podes tocar, não mordo
Sabes bem que não minto, tonto
Meu mal é ter verdade a mais


MANHA DE CARNAVAL

Manhã, tão bonita manhã
Na vida, uma nova canção
Cantando só teus olhos
Teu riso, tuas mãos
Pois há de haver um dia
Em que virás

Das cordas do meu violão
Que só teu amor procurou
Vem uma voz
Falar dos beijos perdidos
Nos lábios teus

Canta o meu coração
Alegria voltou
Tão feliz a manhã
Deste amor


LISBOA A NOITE


Lisboa adormeceu, já se acenderam
Mil velas nos altares das colinas
Guitarras pouco a pouco emudeceram
Cerraram-se as janelas pequeninas

Lisboa forme um sono repousado
Nos braços voluptuosos do seu Tejo
Cobriu-a a colcha azul do céu estrelado
E a brisa veio, a medo, dar-lhe um beijo

Lisboa
Andou de lado em lado
Foi ver uma toirada
Depois bailou... bebeu...
Lisboa
Ouviu cantar o fado
Rompia a madrugada
Quando ela adormeceu

Lisboa não parou a noite inteira
Boémia, estouvanada, mas bairrista
Foi à sardinha assada lá na Feira
E à segunda sessão duma revista

Dali pró Bairro Alto então galgou
No céu a lua cheia refulgia
Ouviu cantar a Amália e então sonhou
Que era a saudade aquela voz que ouvia

Lisboa
Andou de lado em lado

VIESTE :

Denk je dat je voorbije liefdes je geleerd hebben om beter lief te hebben ? Mij leerden ze bewust te zijn van wat ik wil. Om me volledig te kunnen geven moest ik de littekens vergeten die andere mannen veroorzaakt hebben.


VIESTE DO FIM DO MUNDO


Vieste do fim do mundo
num barco vagabundo
Vieste como quem
tinha que vir para contar
histórias e verdades
vontades e carinhos
promessas e mentiras de quem
de porto em porto amar se faz

Vieste de repente
de olhar tão meigo e quente
bebeste a celebrar
a volta tua
tomaste'me em teus braços
em marinheiros laços
tocaste no meu corpo uma canção
que em vil magia me fez tua

Subiste para o quarto
de andar tão mole e farto
de beijos e de rum
a noite ardeu
cobri-me em tatuagens
dissolvi-me em viagens
com pólvora e perdões tomaste
o meu navio que agora é teu

Het schip is het veiligst wanneer het in de haven ligt. Maar daarvoor zijn schepen niet gebouwd.

CANCAO DO MAR

Fui bailar no meu batel
Além do mar cruel
E o mar bramindo
Diz que eu fui roubar
A luz sem par
Do teu olhar tão lindo
Vem saber se o mar terá razão
Vem cá ver bailar meu coração
Se eu bailar no meu batel
Nao vou ao mar cruel
E nem lhe digo aonde eu fui cantar
Sorrir, bailar, viver, sonhar contigo

Vem saber se o mar terá razão
Vem cá ver bailar meu coração


VIRA DOS MALMEQUERES


Oh malmequer mentiroso,
Quem te ensinou e mentir?
Tu dizes que me quer bem
Quem de mim anda a fugir

Desfolhei um malmequer
No lindo jardim de Santarém
Mal me quer, bem me quer
Muito longe está quem me quer bem

Um malmequer pequenino
Disse um dia á linda rosa
Por te chamarem rainha
Não sejas tão orgulhosa


Desfolhei .....

Malmequer não é constante
Malmequer muito varia
Vinte folhas dizem morte
Treze dizem alegria


Desfolhei .......
Lusitana, rosa morena
Não tenhas pena, meu amor leal
Dá-mos os braços, dá-me os teus laços
E vem dar vivas e Portugal

CARA VALENTE

Não, ele não vai mais dobrar
Pode até se acostumar
Ele vai viver sozinho
Desaprendeu a dividir

Foi escolher o mal-me-quer
Entre o amor de uma mulher
E as certezas do caminho
Ele não pôde se entregar
E agora vai ter de pagar
Com o coração

Olha lá!
Ele não é feliz
Sempre diz
Que é do tipo cara valente
Mas veja só
A gente sabe
Esse humor
É coisa de um rapaz
Que sem ter proteção
Foi se esconder atrás
Da cara de vilão
Então, não faz assim, rapaz
Não bota esse cartaz
A gente não cai não

Ê! Ê!
Ele não é de nada
Oiá!
Essa cara amarrada
É só!
Um jeito de viver na pior